Em fazendas da Nova Zelândia que praticavam a pecuária extensiva, haviam indícios de que métodos de irrigação por infiltração eram responsáveis por contaminação das águas subterrâneas. Ou seja, a combinação de irrigar as pastagens e a presença de gado no local fazia com que as bactérias presentes no estrume das vacas chegasse até os lençóis freáticos, causando doenças na população local que dependia dessa água.
Um
novo estudo na revista Journal of Environmental Quality mostra que o uso de métodos de irrigação menos invasivos, como a aspersão por pivô central e por aspersores móveis, pode reduzir bastante o risco de contaminação. No estudo eles observaram duas fazendas: uma com irrigador móvel onde o
chorume (a um metro e meio de profundidade) foi coletado por quatro anos, e outra irrigada por pivô central, cuja água subterrânea foi analisada durante seis anos. Em ambos os casos eles detectaram apenas traços da bactéria
Campylobacter, além de detectar
Escherichia coli apenas em época de chuva na primeira fazenda e em menos de 6% das amostras da segunda fazenda.
Comparando com o estudo anterior do grupo em fazendas com irrigação de superfície, eles haviam observado
E. coli em 77% das amostras (contra 2.8% em amostras equivalentes no estudo atual) e
Campylobacter em 12% (contra apenas 0.7% em irrigação por pivô central, sob condições similares). Os autores notam também que o uso de técnicas de aspersão também economizam muito mais água.
Aspersor móvel em fazenda na Nova Zelândia Fonte:
Science NOWArtigo original:
J Environ Qual 39:824-833 (2010) DOI: 10.2134/jeq2009.0208
Crédito da imagem:
Science NOW