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sábado, 3 de julho de 2010

Camarões gigantes, agora maiores.

Cientistas australianos aumentam tamanho de camarão gigante - Folha de São Paulo de 02/07/2010:
Cientistas australianos desenvolveram um método para satisfazer a demanda da população por camarões, uma das principais tradições do Natal local. Após dez anos de pesquisa, conseguiram, por meio de cruzamentos, criar uma variante maior de camarão-tigre-gigante (Penaeus monodon). (...) A variante representa um aumento em produtividade de 5 toneladas por hectare para 17,5 toneladas por hectare.
(...)

O camarão-tigre-gigante, que pode atingir 33 centímetros, é criado em açudes de água salgada a prova de seca em um sistema de circuito fechado. "A vantagem é que é possível fazer isso de forma sustentável. Não é mais necessário arrastar redes pelo leito do oceano para extrair camarões", diz Lee. Os camarões são alimentados com sobras de farinha de trigo.


Camarão black tiger

Fonte: Folha de São Paulo
Crédito da imagem: World Fishing

sábado, 19 de junho de 2010

Irrigando a pastagem menos, e melhor

Em fazendas da Nova Zelândia que praticavam a pecuária extensiva, haviam indícios de que métodos de irrigação por infiltração eram responsáveis por contaminação das águas subterrâneas. Ou seja, a combinação de irrigar as pastagens e a presença de gado no local fazia com que as bactérias presentes no estrume das vacas chegasse até os lençóis freáticos, causando doenças na população local que dependia dessa água.

Um novo estudo na revista Journal of Environmental Quality mostra que o uso de métodos de irrigação menos invasivos, como a aspersão por pivô central e por aspersores móveis, pode reduzir bastante o risco de contaminação. No estudo eles observaram duas fazendas: uma com irrigador móvel onde o chorume (a um metro e meio de profundidade) foi coletado por quatro anos, e outra irrigada por pivô central, cuja água subterrânea foi analisada durante seis anos. Em ambos os casos eles detectaram apenas traços da bactéria Campylobacter, além de detectar Escherichia coli apenas em época de chuva na primeira fazenda e em menos de 6% das amostras da segunda fazenda.

Comparando com o estudo anterior do grupo em fazendas com irrigação de superfície, eles haviam observado E. coli em 77% das amostras (contra 2.8% em amostras equivalentes no estudo atual) e Campylobacter em 12% (contra apenas 0.7% em irrigação por pivô central, sob condições similares). Os autores notam também que o uso de técnicas de aspersão também economizam muito mais água.



Aspersor móvel em fazenda na Nova Zelândia

Fonte: Science NOW
Artigo original: J Environ Qual 39:824-833 (2010) DOI: 10.2134/jeq2009.0208
Crédito da imagem: Science NOW

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Testando a qualidade do leite com microarrays

Mesmo o gado de fazendas orgânicas está sujeito a doenças, e nesses casos antibióticos lhe são administrados. Como resíduos desses antibióticos podem passar ao leite, animais tratados não entram na cadeia de produção. Até agora os testes para se detectar a presença de antibióticos no leite eram baseado em meios de cultura (ou seja, testa-se a capacidade do leite de matar as bactérias), que é caro e laborioso. Cientistas alemães desenvolveram um método (acho que no Brasil chamam de "kit laboratorial", em inglês é "minilab") para detectar a presença de antibióticos no leite baseado em um microarray que pode ser usado várias vezes e leva apenas uns dez minutos.

"Microarray" quer dizer literalmente "micro-matriz", mas o termo no Brasil acabou virando "microarranjo", e é uma versão high-tech, em escala molecular do papel pega-mosca. O microarray é uma placa de vidro quadriculada, e cada quadradinho possui um tipo de molécula grudada no vidro em quantidade específica. No caso desse kit cada quadrado possui um antibiótico - muitas moléculas desse antibiótico, melhor dizendo - e, ao ser adicionado o leite que querem testar, adicionam também uma quantidade específica de anticorpos contra o antibiótico.

Assim, em cada quadrado temos o antibiótico da placa e do leite competindo pelos anticorpos. Se no leite não houver o antibiótico, todos os anticorpos se grudarão aos antibióticos da placa, e se no leite tiver muito do antibiótico a placa continuará limpinha pois todos os anticorpos se ligarão aos antibióticos do leite. Assim, depois de lavar a placa para retirar o leite, a quantidade de anticorpos restante no quadradinho indica o quanto do antibiótico em questão havia no leite (mesmo lavando, o anticorpo não sai). Os anticorpos brilham - como nos filmes policiais em que o sangue brilha quando sob uma luz azul - e assim a intensidade do brilho indica o quanto de cada antibiótico havia no leite.


Exemplo de microarray (essa é uma imagem já processada pelo computador, em que as cores dizem se a placa tem mais ou menos da molécula - anticorpo - que uma placa padrão)

Fonte: Science Daily e Eurekalert.

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